Vídeo de curso protegido: links que expiram, marca d'água e limite de dispositivos
Como o LearnSuite protege o vídeo dos seus cursos pagos: link assinado que expira, marca d'água com nome e e-mail, três dispositivos por licença e os limites reais.
Por Equipe LearnSuite · · 5 min de leitura
Quem vende um curso pago tem um medo bem específico: o aluno paga uma vez, o link circula num grupo de mensagens e vinte pessoas assistem sem ter comprado. Nenhuma técnica impede isso por completo, mas várias camadas juntas tornam o compartilhamento incômodo e rastreável. Este artigo explica o que o LearnSuite faz com o vídeo de um curso pago, passo a passo, e onde ele fica devendo.
Se você quer o panorama geral (DRM, marca d'água, gravação de tela), comece por como proteger os vídeos do seu curso sem ficar paranoico. Aqui falamos só do que a nossa plataforma faz.
O que acontece quando a aluna aperta "reproduzir"
- A página decide se ela tem acesso. Se a aula é paga e a aluna não comprou, o vídeo nunca recebe um endereço: não há nada para copiar.
- O player pede permissão. Ele envia um token assinado e um identificador do dispositivo. O servidor confere a licença, o dispositivo e se já existe outra reprodução em andamento.
- Ela recebe um link assinado. É um endereço temporário que aponta para o arquivo. Ele expira: o prazo depende da duração do vídeo (maior quanto mais longo, com mínimo de 15 minutos e máximo de 6 horas). Ao pular para outro minuto, o player usa a mesma assinatura.
- A marca d'água é sobreposta, se o curso a tiver ativada.
- O player envia batimentos enquanto reproduz e avisa ao fechar. Assim o sistema sabe qual sessão continua viva.
As legendas viajam assinadas como o vídeo, então também não podem ser pedidas sem licença.
As camadas, uma por uma
Marca d'água com nome e e-mail
O texto é "Nome · e-mail" da aluna (o nome é cortado em 40 caracteres). Você liga ou desliga curso a curso, no painel. Funciona como dissuasão: quem grava a tela e compartilha o arquivo deixa a própria identidade colada no vídeo.
Máximo de três dispositivos por licença
Cada licença aceita três dispositivos. O quarto recebe uma recusa clara. A aluna gerencia os seus numa página própria e pode revogar o celular que não usa mais, sem precisar falar com você. É a camada que freia a conta emprestada a uma família ou a um grupo.
Uma única reprodução simultânea
Se a licença já está reproduzindo (com batimento de menos de 90 segundos), uma segunda reprodução é recusada. Se a aluna recarrega a mesma aba, ela assume sem problema. Duas pessoas assistindo ao mesmo tempo com a mesma conta, não.
Regras territoriais
Essas regras dependem das zonas, que fazem parte dos planos superiores:
- Se o mesmo acesso aparece em dois países diferentes em menos de duas horas, a licença é suspensa (viagem impossível).
- Se a conexão vem de fora da zona da licença, pede-se uma verificação adicional.
- Uma conexão que parece VPN ou proxy fica registrada como motivo.
- Para quem viaja de verdade existe o passe de viagem: com o telefone verificado por SMS, a aluna ganha até 14 dias por ano civil no país onde está. Nada a ver com sequência de estudos: é uma permissão de acesso territorial.
Para quem faz sentido
- Instrutores com curso de preço médio ou alto, onde uma conta compartilhada dói de verdade.
- Quem vende em países com preços diferentes e não quer que alguém compre no mais barato e assista do mais caro. Veja como isso se combina em preços regionais e checkout.
- Academias que já têm o próprio site e querem que o vídeo não saia dele: academia com marca e domínio próprios.
Isso também se liga a um problema mais amplo: se você está montando sua academia sem equipe técnica, essa proteção já vem pronta em vez de ser algo que você configura (mais em lançar sua academia sem equipe de tecnologia).
O que NÃO faz
Seja honesto consigo mesmo com esta lista:
- A marca d'água não é forense nem fica embutida no vídeo. Ela é sobreposta no player. Um recorte esperto ou uma gravação de tela pode escondê-la.
- Não impede gravar a tela. Ninguém impede sem hardware especial. Dissuade, não bloqueia.
- Não protege conteúdo gratuito. Aulas e cursos gratuitos são servidos com link assinado, mas sem marca d'água nem limite de dispositivos. É de propósito: são a sua vitrine (veja a aula grátis).
- Não protege vídeos de terceiros incorporados. Se uma aula usa um vídeo do YouTube incorporado, ele segue as regras do YouTube.
- Não é DRM de estúdio de cinema. Não criptografa por dispositivo com licenças de player.
- A detecção de país não é perfeita. Depende de um serviço de geolocalização por IP; se ele não responde, o sistema funciona em modo reduzido. Uma VPN bem feita pode passar despercebida.
Em que plano está
Cursos com vídeo protegido, link assinado, marca d'água e limite de dispositivos estão em todos os planos do LearnSuite. Zonas e verificação de identidade são do Institution e do Enterprise. Na página de preços você encontra o detalhe e o teste gratuito.
Quando não é a melhor opção
Se você vende muito pouco e o seu receio principal é alguém copiar um PDF, isso é mais do que você precisa. E se o seu curso é uma série de vídeos do YouTube sem conta de aluno, não há licença a proteger. Já se você cobra um preço que justifica proteger o seu trabalho e quer saber quem assiste ao quê, são camadas que funcionam sem você montar nada.
O resumo honesto: não existe vídeo inviolável, mas existe um vídeo cujo uso indevido deixa rastro, que não passa fácil entre desconhecidos e que não obriga você a virar técnico. Essa é a medida realista de "protegido".
Para ver como isso se encaixa no resto da academia, comece pela visão geral do blog.